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O consumo de álcool por adolescentes e crianças.

21/02/2020

Estamos na estação mais quente e mais aguardada do ano devido às férias, às viagens e também ao Carnaval. Esta é a época em que crianças e adolescentes estão mais ativos e curiosos para conhecer coisas novas e mostrar isso ao mundo.

Essa curiosidade dos jovens aliada à busca por diversão e prazer, mais a influência de amigos ou até mesmo como desculpa para fugir dos problemas, são alguns dos motivos que levam à experimentação de bebidas alcoólicas. Novos produtos com álcool são lançados diariamente, por exemplo, sacolé de caipirinha, sorvete de whisky, brigadeiro de licor etc.

A inadequada informação sobre os riscos dessas ofertas atrativas, bem como o sentimento de aceitação em um grupo social, faz com que a atenção dos pais, educadores e sociedade em geral, seja redobrada. Isso tudo porque as festas costumam ser embaladas por música e muito álcool, cujo consumo, muitas vezes é estimulado pelos próprios familiares.

Embora a lei brasileira proíba a venda desses produtos a menores de 18 anos, é fácil adquirir bebidas alcoólicas. Pelo fato do álcool ser uma droga socialmente aceita, as pesquisas científicas apontam unanimidade sobre os riscos do seu uso precoce.

Além de ser nocivo à saúde, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre os jovens. Estar alcoolizado também aumenta a chance de violência sexual, maior exposição às DSTs, risco de gravidez, bem como aumento do uso de outros psicoativos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica algumas ações para a prevenção do uso indevido de álcool: reforçar as restrições à disponibilidade de álcool; aplicar medidas punitivas severas para motoristas que dirijam após beber; facilitar o tratamento de usuários abusivos de bebidas alcoólicas; impor restrições à publicidade de álcool, patrocínio e promoção de eventos ao público infantojuvenil; aumentar os preços de bebidas alcoólicas por meio de impostos especiais de consumo.

A OMS recomenda ainda, que as autoridades dos países, organizações e entidades do setor privado atuem em articulação para programas de prevenção aos efeitos danosos do uso de álcool.

Por isso a Clínica Tio Cecim reforça que os pais, tutores e familiares devam estar atentos aos hábitos dos filhos. Não estimular a degustação precoce de álcool, buscar orientação e informação no caso de sinais de embriaguez constante de adolescentes, estar preparado para o ‘primeiro porre’ sabendo reprimir ao invés de aplaudir! Alcoolismo é doença e seu consumo não deve ser estimulado.

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