Por que vacinar?

Você sabia que a vacinação é um ato de amor que devemos ter pelas crianças e seguir até a fase adulta? Nós já falamos algumas vezes para vocês, vacinar é fundamental se você está preocupado com a saúde de seus filhos e a sua.

Foi através da vacina que conseguimos eliminar muitas doenças do nosso meio, que costumavam matar bebês e crianças, além de idosos, como a paralisia infantil. Esse fato é tão importante de ser observado, que a atual situação em que estamos, todos em isolamento social, está aguardando a chegada de uma vacina eficaz para poder liberar a população a retomar sua vida normal, sair de casa sem preocupação com uma doença viral respiratória que avançou de forma veloz por sobre o mundo.

Não é uma situação nada agradável para os pais ter que levar seus filhos para tomar uma vacina quando esta é injetável, mas costumamos dizer que é um mal necessário. E para isto, buscamos algumas formas de diminuir o sofrimento do bebê e da criança durante este momento. Temos agora a abelhinha que distrai o cérebro com vibrações, enquanto a injeção é aplicada, salas com ilustrações especiais e exclusivas feitas para distrair a criança no momento da aplicação, além do incrível óculos de realidade aumentada, que distrai durante toda a vacinação.

Muitos são os casos em que a criança chora antes da vacinação, apavora ao ver a agulha, mas quando acaba olha e diz: já deu? Era isto mesmo? Eles se assustam com o pré, pensando no que vai acontecer e supervalorizam a dor, mas depois percebem que não era tão ruim assim. Isto é um conforto para os pais! Também prestamos total assistência para o pós-vacina, pois sabemos que alguns podem apresentar efeitos colaterais, como estado febril e dor no local. Tudo para tornar o momento da vacina mais tranquilo para os responsáveis por nossos pacientes.

As vacinas para adultos incluem a vacina da pneumonia, que já apontou em alguns estudos redução significativa de internações por conta desta doença, Hepatite B para gestantes e profissionais da saúde, Vacina Tríplice Bacteriana que protege contra tétano, coqueluche e difteria, Vacina da Gripe (em especial com esta superamos o surto de H1N1 e pudemos seguir com nossas atividades normais), Febre Amarela para regiões de risco e viagens, HPV em adolescentes e adultos, Hérpes Zóster e Tríplice Viral (Sarampo, caxumba e rubéola).

Mantenha a caderneta de vacinação em dia! Este é um ato de amor que você vai deixar para sempre na vida de seus filhos. Ah, lembre-se: existem outras vacinas importantes para a fase adulta e idosos, como Gripe e Pneumonia. Por isto, esteja sempre em contato com seu médico e se precisar, busque a equipe da Vacinas Tio Cecim, nós estamos à disposição para tirar todas as suas dúvidas.

CONHEÇA O SEU ATÓPICO

As crianças atópicas são uma variante da raça humana, muito interessante.

Os médicos, e principalmente os PEDIATRAS, devem conhecer algumas das características psíquicas dos seus pequenos clientes, e com isto poderem orientar melhor os pais. São crianças muito ATIVAS, e ao entrarem no consultório, antes mesmo da anamnese, já podemos fazer o diagnóstico de criança ATÓPICA. Na minha experiência médica, faço uma descrição detalhada de algumas particularidades destas crianças atópicas:

 LABILIDADE EMOCIONAL: os atópicos passam de alegria à tristeza e vice-versa rapidamente e comumente varias vezes ao dia, dependendo de múltiplos fatores sem relação com a intensidade e importância das causas.

 COMPETITIVIDADES: são quando estimulados, muito competitivos e alcançados os objetivos, normalmente abandonam, seja nos esportes, nas artes, e outras atividades. Um exemplo clássico é o americano SPITZ, recordista de medalha de outro nas Olimpíadas de Montreal, na natação.

 SENSIBILIDADE: Há neles, uma sensibilidade muito grande para com os animais, o meio ambiente e principalmente as artes. Grandes gênios da pintura, escultura e música eram atópicos.

 AFETIVIDADE: são muito afetivos, gostam de receber, mas só dão afeto quando querem, neste caso chegam a ser até exagerados, cobrindo o pai ou a mãe com excesso de beijos e abraços.

 PERSONALIDADE: Esta característica é marcante e na criança atópica aparece na forma de teimosia. São aqueles que desafiam os pais quando sujeitos a castigo corporal, “pode bater até matar, que não se entrega”. Quando adultos farão a faculdade que desejarem, sem a influência dos pais, e casarão com quem escolherem, esteja os familiares a favor ou contra, neste último caso melhor, será um desafio.

 HIPERATIVIDADE: Há muitas vezes uma discordância entre o que um atópico se alimenta e a energia física que dispende. Estão sempre em atividade frenética, e não é qualquer babá que consegue administrá-los. Esta é uma razão para que pratiquem esportes fisicamente desgastantes.

 INTELIGÊNCIA: Atópicos são inteligentes por natureza, aprendem tudo com facilidade e têm uma curiosidade acima do normal. Desmontam brinquedos para saber como funcionam, e perdem o interesse pelos mesmos quando descobrem. Na escola muitas vezes são “alunos problema” porque aprendem com mais facilidade e perdem o interesse durante as aulas, prejudicando o grupo por sua inquietude. Frequentemente são encaminhados à orientadora e mesmo a psicoterapeutas, o que é um erro gravíssimo.

Os professoras e psicólogos e mesmo psiquiatras infantis, deveriam saber mais sobre o perfil e as características das crianças atópicas, para que as mesmas não sejam tratadas como doentes. Falar destas características aos pais da criança atópica é de extrema ajuda na educação dos mesmos e na condução das várias doenças a que estão sujeitos. A comparação pelos pais de um filho atópico com outro irmão não atópico, leve os mesmo a discriminarem o atópico por razões óbvias descritas acima, e porque ele vai dar muito mais trabalho, mas em compensação vai se dar bem melhor na vida a maioria de suas atividades.

 

Dr. Jorge de Souza Filho

Revista PEDIATRIA DIA A DIA – Abril/Maio 98

Florianópolis/SC

Pais e filhos em quarentena

Diante do cenário atual, permanecer em casa é uma medida essencial para evitar a propagação do coronavírus; esta nova rotina modifica o funcionamento da vida das famílias. Para se organizar nesse novo dia a dia e o bem estar das crianças, seguem algumas dicas:
- Os adultos devem por meio do diálogo, discutir as atividades prioritárias do dia a dia, as necessidades básicas, divisão de tarefas e obrigações;
- Deve-se organizar os horários do trabalho de cada um dos pais, de forma a intercalar os períodos para os demais afazeres da casa e das crianças;
- Discutir em família o papel de cada adulto em fornecer suporte para que o estresse não se torne tóxico para crianças e adolescentes;
- Realizar o planejamento de horários dos filhos juntamente com eles, incentivando-os a manter as atividades de estudo, leitura, atividades físicas e sono; além de intervalos para relaxar e brincar;
-Conversar com as crianças para que elas respeitem os momentos que os adultos precisam trabalhar de forma mais concentrada. Sugere-se sincronizar este horário com alguma atividade que a criança não precise de tanta supervisão, como ver um filme por exemplo.

O consumo de álcool por adolescentes e crianças.

Estamos na estação mais quente e mais aguardada do ano devido às férias, às viagens e também ao Carnaval. Esta é a época em que crianças e adolescentes estão mais ativos e curiosos para conhecer coisas novas e mostrar isso ao mundo.

Essa curiosidade dos jovens aliada à busca por diversão e prazer, mais a influência de amigos ou até mesmo como desculpa para fugir dos problemas, são alguns dos motivos que levam à experimentação de bebidas alcoólicas. Novos produtos com álcool são lançados diariamente, por exemplo, sacolé de caipirinha, sorvete de whisky, brigadeiro de licor etc.

A inadequada informação sobre os riscos dessas ofertas atrativas, bem como o sentimento de aceitação em um grupo social, faz com que a atenção dos pais, educadores e sociedade em geral, seja redobrada. Isso tudo porque as festas costumam ser embaladas por música e muito álcool, cujo consumo, muitas vezes é estimulado pelos próprios familiares.

Embora a lei brasileira proíba a venda desses produtos a menores de 18 anos, é fácil adquirir bebidas alcoólicas. Pelo fato do álcool ser uma droga socialmente aceita, as pesquisas científicas apontam unanimidade sobre os riscos do seu uso precoce.

Além de ser nocivo à saúde, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre os jovens. Estar alcoolizado também aumenta a chance de violência sexual, maior exposição às DSTs, risco de gravidez, bem como aumento do uso de outros psicoativos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica algumas ações para a prevenção do uso indevido de álcool: reforçar as restrições à disponibilidade de álcool; aplicar medidas punitivas severas para motoristas que dirijam após beber; facilitar o tratamento de usuários abusivos de bebidas alcoólicas; impor restrições à publicidade de álcool, patrocínio e promoção de eventos ao público infantojuvenil; aumentar os preços de bebidas alcoólicas por meio de impostos especiais de consumo.

A OMS recomenda ainda, que as autoridades dos países, organizações e entidades do setor privado atuem em articulação para programas de prevenção aos efeitos danosos do uso de álcool.

Por isso a Clínica Tio Cecim reforça que os pais, tutores e familiares devam estar atentos aos hábitos dos filhos. Não estimular a degustação precoce de álcool, buscar orientação e informação no caso de sinais de embriaguez constante de adolescentes, estar preparado para o ‘primeiro porre’ sabendo reprimir ao invés de aplaudir! Alcoolismo é doença e seu consumo não deve ser estimulado.

Criptorquia, Criptorquidia ou Distopia Testicular

Criptorquia, Criptorquidia ou Distopia Testicular : É normal que os testículos de meu filho não sejam achados com facilidade?
A criptorquia ou distopia testicular ocorre quando um ou ambos os testículos encontram-se fora ou mais de 50% do tempo fora da bolsa testicular. Entre 10 e 25% das vezes ocorre dos dois lados e tem entre 12 e 15% de relação familiar. Incide em aproximadamente 3% dos recém nascidos (RN) a termo e em até 33% dos prematuros, podendo se manifestar de duas formas:

  • Testículos identificados sempre fora da bolsa testicular, ou porque encontram-se no canal inguinal (testículos distópicos), ou por serem achados fora de seu trajeto habitual (ectópicos), ou por nunca serem encontrados durante o exame físico (testículos crípticos);
  • Testículos palpáveis durante o exame físico e que ora encontram-se no local adequado, na bolsa testicular, ora encontram-se em posição mais alta, no canal inguinal: são os chamados testículos retráteis;

 

Distopia testicular ou testículos retidos

Neste caso os testículos são palpáveis sempre fora da bolsa testicular. Eles se localizam no canal inguinal devido à interrupção de sua migração até o escroto e podem estar localizados na porção alta, média ou baixa do canal inguinal.

 

 

Testículo retrátil

O testículo retrátil é caracterizado pela movimentação do testículo, que pode se encontrar ora na bolsa, ora no canal inguinal. Neste caso, a indicação de cirurgia deverá estar relacionada à localização mais frequente deste testículo: se ficar mais fora da bolsa que na posição adequada, o tratamento cirúrgico está indicado. Por isso o acompanhamento com um Cirurgião Pediátrico, regularmente, é importante na definição destes casos.

 

Testículo não palpável ou Críptico

Em alguns casos, diferente dos citados acima, o testículo não é palpável na bolsa testicular ou no canal inguinal. Não existem exames radiológicos que confirmem com 100% de precisão a existência do testículo impalpável. Desta forma, deverá ser realizada uma vídeo-laparoscopia diagnóstica com o intuito de saber se há testículo intra-abdominal, retido, ou se não ocorreu o desenvolvimento embriológico do(s) testículo(s), chamado agenesia testicular.

 

 

 

Ectopia testicular

Palpação do(s) testículo(s) em localização não habitual ao seu trajeto de migração até a bolsa testicular, como períneo, raiz da coxa ou região supra-púbica.

 

A cirurgia

Após os seis meses de vida, deverá ser realizada uma cirurgia com o intuito de trazer e fixar o(s) testículo(s) retido(s) ou distópico(s) e ectópicos à bolsa. A cirurgia consiste em uma abordagem inguinal no(s) lado(s) acometido(s) com o propósito de liberar e baixar este testículo até a bolsa testicular da forma menos tensa a possível, evitando-se a exposição das células testiculares a uma temperatura maior que a ideal por mais tempo e com isso o aparecimento de alterações histológicas que podem levar ao comprometimento da gônada na vida adulta. O procedimento deve ser realizado por um especialista em cirurgia pediátrica, proporcionando resultados satisfatórios com baixos riscos de complicações.

 

Por Dr Walberto Souza

Cirurgião Pediátrico

CRM 9763 RQE 7808

 

 

Excessos de estímulos na primeira infância

Por muito tempo, a infância remetia à uma ideia de passividade, falta de desejo e, portanto, psiquicamente neutra. Desde algum tempo, porém, sabemos que não é assim. Mesmo antes do nascimento, a criança vai construindo suas emoções, afetos e percepções. Construindo aspectos fundamentais de si. Quando, portanto, os responsáveis decidem sobre a escola para a primeira infância, quais brincadeiras incentivar e sobre a alimentação, por exemplo, estão fornecendo conteúdo para construção dos desejos e emoções, para a construção da identidade e personalidade da criança.

As expectativas voltadas ao crescimento das crianças objetivando um futuro de sucesso, muitas vezes são reflexo apenas das necessidades e fantasias dos adultos. Dessa forma, ao invés de contribuir para o desenvolvimento autônomo, há um deslocamento das etapas de desenvolvimento infantil e, como consequência, temos crianças sendo superestimuladas a responder às demandas excessivas de um sistema que exige competitividade e eficiência.

Assim, retiramos de cena a importância da afetividade, da experiência de a criança estar em contato com as próprias emoções, em contato com outras crianças e vivenciando o tempo com a mãe. Essa antecipação das exigências de respostas ao desenvolvimento na primeira infância tem ocorrido, especialmente, através da introdução excessiva da tecnologia na vida das crianças, mas, ao contrário, do que se acredita no senso comum, estimular as crianças cada vez mais cedo não as torna, necessariamente, mais aptas. A Academia Americana de Pediatria tem alertado para os danos decorrentes da exposição de bebês e crianças na primeira infância aos excessos do mundo digital, dentre os quais destacam a possibilidade de atrasos cognitivos, problemas de atenção, dificuldade de concentração e transtornos de sono e alimentação.

A natureza de um bebê é explorar e reconhecer o mundo pelos olhos da mãe. Ele precisa que a mãe cante, brinque lhe dê colo e peito. A natureza da criança é movimento e exploração. O cuidar de uma criança deve ser norteado não pelo desejo de fazê-la aprender antecipadamente, com excesso de estímulos, mas pelo esforço em seguir o desenvolver de sua inteligência e curiosidade natural, com base em seus próprios desejos e ritmo de aprendizado.

 

Amanda Pertile

Psicóloga (CRP 12/17379)

Torcicolo Congênito e Plagiocefalia

Por: Lincoln da Silva e Simone Gaspar Silva

Há alguns dias, foram levantadas algumas questões a respeito do torcicolo congênito e plagiocefalia. Gostaríamos de colocar aqui algumas impressões e dados relevantes a respeito desta condição nos bebês:

O primeiro ponto a ser avaliado é o desequilíbrio muscular cervical: boa parte destes músculos têm as suas inserções nos ossos do crânio e nas vértebras. Este desequilíbrio gera uma tração desigual dos ossos do crânio, ocasionando, na maior parte dos casos a plagiocefalia.

Em relação a plagiocefalia, o deslocamento da placa occiptal influencia em todos os outro ossos cranianos: frontal, parietal, esfenoide e isso pode levar a alguns comprometimentos:

  1.  Acuidade visual: a projeção anterior do globo ocular pode trazer distorções na formação da dinâmica muscular da visão;
  2. Desvio de septo nasal: em decorrência das trações cranianas desiguais;
  3. Formação desigual dos seios da face, bem como as suas comunicações com as fossas nasais: podendo predispor a formação de sinusites;
  4. Desvios da coluna: o desequilíbrio muscular gera tendências de movimentação ou preferências, estas por sua vez obrigam a coluna a se adaptar para dar suporte ao movimento, gerando assim uma escoliose, por exemplo;

Em relação ao tratamento, existe duas correntes: uma com o uso de órteses, capacetes e outra funcional que busca tratar os desequilíbrios musculares.

Acreditamos que o tratamento dos desequilíbrios musculares, por ser a fonte dos problemas, seja mais adequado e gere resultados mais consistentes ao logo da vida. Além disso, utilizamos técnicas de osteopatia para mobilização das placas cranianas com intuído de deixa-las aptas a se adaptarem melhor ao crescimento do córtex cerebral.

Em relação ao tratamento com órteses há alguns questionamentos que ainda não são completamente respondidos na literatura:

  1. O sistema muscular cervical não foi desenvolvido para suportar um aumento de peso que não seja o fisiológico (crescimento cerebral, calcificação...), ocasionado pelo peso da órtese, isso tende a acentuar os desequilíbrios musculares, em resposta ao aumento da inércia ocasionada pela elevação da massa na cabeça;
  2. Uma das regiões em que a criança mais recebe feedback tátil é a cabeça, nos primeiros meses de vida. As órteses comercializadas atualmente cobrem boa parte dessa superfície tátil. Assim, não se conhece quais seriam as repercussões desta falta de estímulo tátil na formação do sistema nervoso;
  3. As órtese não respeitam completamente o crescimento do sistema nervoso central deixando folga para o crescimento apenas na região onde está o “amassamento”, não se tem estudos longitudinais avaliem o SNC desses indivíduos que usaram essas órteses.

Os riscos de NÃO vacinar

Grupos que pregam contra os imunizantes e a falta de informação até entre profissionais da saúde são fatores que trazem de volta ao País doenças que haviam desaparecido, como o sarampo, e o risco da poliomielite. É preciso impedir esse inaceitável retrocesso na saúde pública.

 

Até quarta-feira 18, o Brasil registrou 677 casos de sarampo. A doença costuma ser encarada como algo leve, típica da infância, sem maiores consequências e, desta forma, aceitável. Está errado pensar assim. A volta dos casos ao País representa uma derrota no âmbito da saúde pública. A enfermidade estava erradicada aqui desde 2016, graças a uma política de vacinação bem-sucedida que até então havia garantido a proteção de crianças e adultos contra o vírus responsável pela doença. Somada à informação de que 312 cidades brasileiras - 44 em São Paulo, o estado mais rico da nação - encontram-se sob risco para o aparecimento de casos de poliomielite, a situação traça um panorama preocupante. A polio está erradicada no Brasil desde 1990 e, assim como o sarampo, é prevenível por vacina. Ambos os imunizantes estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde e apresentam riscos baixíssimos de causarem efeitos colaterais mais sérios. Não é admissível, portanto, que o Brasil depare-se agora com a ameaça de ver a volta de doenças contra as quais a medicina obteve uma de suas principais vitórias. Foi em 1796 que o médico inglês Edward Jenner descobriu que inocular pessoas com o conteúdo tirado de pústulas de varíola assegurava imunização contra o vírus causador da enfermidade que, àquela altura, matava milhares de pessoas. Desde então, as vacinas servem para impedir que males assim dizimem populações.

No entanto, desde 2011 observa-se no Brasil a queda na cobertura vacinal relativa a várias enfermidades. Naquele ano, o índice de crianças vacinadas com a tríplice viral, que imuniza contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, alcançou 100%. Em 2017, parou nos 83%. Neste ano, há um esforço de vacinação em Roraima, numa tentativa de evitar a disseminação do vírus trazido com a chegada maciça de crianças venezuelanas infectadas. A cobertura relativa à polio também era total no início da década. No ano passado, ficou em 77%. Em 15% das cidades da Bahia, menos da metade das crianças foi vacinada. Ao todo, 800 mil crianças estão vulneráveis à infecção.

O País patina ainda na prevenção de doenças como a febre amarela e a gripe, as duas também evitadas por meio de vacinas. A forma urbana da febre amarela está erradicada desde 1942, mas os casos silvestres (em áreas de matas) avançaram nos últimos anos. Entre julho de 2017 e maio de 2018, foram 1.266 essoas atingidas, com 415 óbitos. No início do ano, com a explosão do surto no Sudeste, o pânico tomou conta da população e postos de saúde foram invadidos por pessoas desesperadas pela vacina. Semanas depois, a notícia de mortes por causa de reações ao imunizante fez com que o medo se instalasse, desta vez ao contrário. Mesmo pessoas que precisariam ser imunizadas por viver em áreas de risco pararam de buscar a proteção. O resultado é que, hoje, a cobertura vacinal de febre amarela mal passa da metade, com índice de 52,45%.

Quanto à gripe, o Ministério da Saúde conseguiu atingir, na semana passada, cobertura para 90% do grupo prioritário, formado por pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, mães até 45 dias após o parto, detentos e funcionários do sistema prisional. Porém, entre as grávidas e os com menos de cinco anos, a cobertura foi de 77% e 76%, respectivamente. Os estados com menores taxas de vacinação foram Roraima (67%) e Rio de Janeiro (77%). Enquanto isso, o total de óbitos subiu de 285, no ano passado, para 839 em 2018.

 

A falta de adesão da população em relação às vacinas no Brasil não pode ser explicada por um viés somente. Há a combinação de obstáculos que envolvem basicamente dificuldade de acesso, falta de senso de responsabilidade individual e muita desinformação. Em referência ao primeiro ponto, é fato que os imunizantes estão disponíveis nos postos de saúde, mas em grande parte das cidades eles funcionam em horário comercial, quando pais e responsáveis estão no trabalho e, as crianças, na escola. O ideal seria ter horários maleáveis.

Porém, é preciso que cada um dos adultos cumpra a sua parte como responsável pelo cuidado com as crianças e as levem para serem vacinadas, respeitando o calendário vacinal. Assim como o casal Vagner Rubini e Suhianh Kill, em São Paulo, com os filhos Lorena e Nicoli. “Cumprimos as datas”, dizem. E também os pais de Anne Carolinne, de sete meses. “Obedecemos as orientações do pediatra”, diz Sirlene Tamaki, ao lado do marido, Rodrigo.

 

Erro de avaliação

O combate à desinformação exige esforços extras. Há três grandes desafios neste sentido. É um paradoxo, mas o controle das doenças por meio das vacinas alcançado nas últimas décadas levou à sensação de que as enfermidades não representam mais ameaça. “O fato de as doenças terem desaparecido fez com que muita gente ache que a vacina é desnecessária”, afirma a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações. Pensar assim é um equívoco que pode fazer com que as enfermidades readquiram força de transmissão. A mesma percepção é observada entre profissionais de saúde. Muitos nunca viram vítimas de poliomielite ou com sarampo porque cresceram em tempos nos quais elas não ocorriam. Por isso, não estão alertas quanto à sua prevenção.

Também enfrenta-se a praga das notícias falsas. Elas se propagam pelas redes sociais e têm impacto impressionante em quem as lê. Durante o surto de febre amarela do início do ano os estragos foram estarrecedores, tanto para espalhar o pânico que levou à invasão de postos quanto para afastar a população das doses. Primeiro, correntes incitavam todos a exigir a vacina, quando se sabe que há casos nos quais ela é contraindicada (transplantados e pacientes em quimioterapia, por exemplo). Depois, com a profusão de informações infundadas de que o imunizante faz mais mal do que bem. Como toda medicação, as vacinas apresentam efeitos adversos, mas em sua maioria em escala muito menor do que o benefício que produzem (leia quadro)

Esses dois fatores funcionam como combustível para fortalecer o movimento antivacinação, formado por pessoas que se dedicam a transmitir dados falsos sobre os imunizantes — entre elas até profissionais de saúde que se recusam a aceitar a ciência de qualidade — e que se negam a levar os filhos a serem protegidos. É um fenômeno mundial e que está por trás, inclusive, do crescimento do número de casos de sarampo observado na Europa em 2017. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o total de infectados no continente cresceu 300%, atingindo mais de 21 mil pessoas, com 35 mortes. Em 2016, foram 5.273 casos.

Os ativistas fazem barulho nas redes sociais, onde proliferam tolices como a ideia de que os imunizantes são ineficazes ou que apresentam risco maior do que os benefícios. É mentira. Assim como também é falsa a tese de que a vacina tríplice viral (imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola) está associada ao autismo. Em 1998, um trabalho realizado por Andrew Wakefield sugeriu o vínculo, mas ficou provado que ele não existe. O autor, inclusive, foi condenado por fraude. A pesquisa foi retirada da literatura científica.

 

Tolices na rede

Nada do que diz quem condena as vacinas tem embasamento científico. Tampouco cada um deles traz indícios de consistência intelectual que os avalize a falar do assunto. Uma atitude registrada durante o levantamento de informações para esta reportagem deixa claro de como agem os integrantes do movimento. Gerusa Monzo, mãe de dois filhos, e militante antivacina nas redes sociais, foi procurada por ISTOÉ. Ela perguntou quanto seria o valor do cachê que a revista pagaria pela entrevista. Ao ser indagada quanto cobraria, respondeu: “O mínimo de R$ 3 mil. Por menos do que isso não tenho nenhum interesse.” O que Gerusa e outros indivíduos como ela fazem é uma irresponsabilidade para com seus filhos, em primeiro lugar. Tanto que a ação está passível de punição segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. Na semana passada, o Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou que agirá contra os pais que não imunizarem as crianças. As denúncias serão apuradas e, se confirmadas, os responsáveis serão notificados e o órgão dará um prazo de quinze dias para a vacinação. Caso não seja feita, o MP poderá aplicar multa de três a vinte salários mínimos e adotar medidas como busca e apreensão do menor. Ele será levado ao posto de vacinação e os pais responderão a processo.

Há uma ameaça também à coletividade. Quando se deixa de vacinar uma criança, outra, eventualmente ainda não protegida, é colocada em risco. E toda a sociedade também, jogando por terra uma das principais conquistas da ciência para a humanidade. A saúde de todos é ameaçada.

 

“Vacinar é cuidar”

Por essas razões impedir o avanço das informações contra as vacinas é urgente. “As pessoas que são contra a imunização fazem mal para si e para os outros”, afirma a advogada Julia Goretti, mãe de Luiza, devidamente vacinada. O mesmo pensamento é defendido pela apresentadora Xuxa, chamada para ser a madrinha da campanha de vacinação deste ano, antecipada de setembro para agosto. Não é a primeira vez que ela participa da chamada geral para necessidade de imunizar os pequenos. “Fui convidada para fazer a campanha contra a paralisia infantil nos anos 90 e pude fazer parte da conquista que foi vacinar 94% das crianças”, disse. “Não sei como ainda temos que fazer campanhas para lembrar os responsáveis que precisamos cuidar dos nossos filhos vacinando-os. Simplesmente é inadmissível termos que lembrar um responsável que não seja irresponsável. Que vacinar é cuidar.” Xuxa critica os integrantes dos grupos anti-vacina. “Não tenham filhos se não querem vaciná-los. Eles não merecem sofrer na mão de gente que acha que está certo.”

Apesar da redução progressiva da cobertura vacinal, o País ainda não atingiu um ponto sem volta rumo ao retrocesso nesta área. “É um panorama sombrio, mas contornável”, diz a médica Isabela Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. Para enfrentá-lo, é necessário compreender que se trata de uma questão de Estado, e não de governo, e que a situação é complexa. Todos têm responsabilidade, de autoridades públicas aos pais, de profissionais de saúde aos que transmitem informações por redes sociais. “Sem esse entendimento, vamos sucumbir. O Estado precisa assumir seu papel de gestor e a população entender a importância da sua participação”, diz a epidemiologista Carla Domingues.

 

Reportagem produzida pela Revista ISTOÉ e extraída do site https://istoe.com.br/em-favor-da-vacina/

Orelha de Abano

Muitos bebês nascem com deformidades nas orelhas (de 15 a 29% de todos os recém nascidos);
A grande maioria não melhora espontaneamente (mais de 70%) e pode até piorar com o passar do tempo;
Ninguém pode prever qual irá melhorar ou qual vai piorar;
Crianças com deformidades das orelhas geralmente sofrem provocações, insultos e bullying.

Você sabia que as deformidades das orelhas podem impactar negativamente o desenvolvimento físico e emocional da criança? Dados estatísticos mostram que deformidades da orelha podem ocorrer a uma taxa de entre 20% e 30% de todos os nascimentos! É muito, não acha?

A  clínica Tio Cecim está oferecendo um novo tratamento para bebês com deformidades de orelha, chamado MOLDAGEM. A moldagem é capaz de corrigir alterações em bebês recém-nascidos em consultório, sem cirurgia, sem anestesia, sem dor e com bastante eficiência, podendo evitar uma cirurgia para correção da orelha no futuro.

Ela consiste em um sistema de moldes específicos, que não agridem a pele do bebê e que foi projetado para ser altamente eficaz em crianças com menos de três semanas de idade.

Nessa idade, a cartilagem auricular é extremamente maleável,  devido aos altos níveis circulantes de homônio materno que facilitam a moldagem da orelha.

Esse molde está indicado em várias alterações como orelha em abano, orelha em cálice, orelha ptosada, orelha pontiaguda. Contudo, não está indicado para casos de agenesia de pavilhão auricular, onde há apenas apêndices auriculares. Estes não são moldáveis.

Alguns estudos já comprovaram que apenas 30% das deformidades de pavilhão auricular irão regredir com o tempo. E não há como prever quais Aquelas decorrentes do trauma do parto costumam regridir nas primeiras 72 horas de vida. De modo que a conversa com os pais sobre a possibilidade de moldagem e encaminhamento para avaliação por um profissional apto a realizá-la deve preferencialmente o quanto antes, de preferência antes da alta da maternidade.

Os estudos têm mostrado que deformidades da orelha podem impactar negativamente o desenvolvimento físico e emocional da criança. Crianças com anormalidades faciais - particularmente deformidades da (orelha em abano, orelha em taça, orelha pontiaguda,etc)  - podem ser expostas ao ridículo, sofrerem bullying ou outros tipos de abuso. Como resultado, elas muitas vezes apresentam baixa auto-estima, ansiedade, isolamento social e instabilidade emocional.

Não há motivos para apenas esperar e torcer que a orelha do seu filho melhore por si só ou até que ele possa ser submetido a uma cirurgia (que só é possível aos 6 ou 7 anos de idade). Procure uma avaliação médica com profissional habilitado e esclareça suas dúvidas.

Dra Ana Amelia Torres CRM/SC 11483 RQE 9708

Otorrinolaringologia

Maiores Informações (48) 3211-5582 ou 99656-2840

Gripe: será que podemos nos prevenir?

O hemisfério norte ficou em alerta diante do surto de gripe que aconteceu durante o último inverno, especialmente nos Estados Unidos, onde cerca de 47 mil casos foram confirmados. A circulação mais importante, e responsável pela maior parte dos casos registrados, foi a do vírus H3N2, um subtipo do vírus influenza A, que também tem circulado no Brasil - em casos já confirmados, segundo dados da Vigilância Epidemiológica.

Ao contrário do que comumente se ouve, a gripe não se trata de uma doença simples, trata-se na verdade, de uma doença bastante debilitante, com potencial para complicações como pneumonia viral ou bacteriana, síndrome da angústia respiratória (SARS) e, nos casos mais graves, óbito.

A vacinação continua sendo o principal caminho para a prevenção da gripe e para sua efetiva proteção, a aplicação da vacina deve ser anual, respeitando a composição orientada pela Organização Mundial da Saúde e ANVISA.  Este ano, houveram importantes alterações na composição da vacina, considerando a predominância de circulação dos vírus influenza. Assim, as cepas 2018 são:

 

Vacina trivalente:

 

- Um Vírus similiar ao vírus influenza A /Michgan/45/2015 ( H1N1)pdm09;

- Um vírus similiar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016(H3N2);

- Um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

 

Vacina quadrivalente:

 

- Um Vírus similiar ao vírus influenza A /Michgan/45/2015 ( H1N1)pdm09;

- Um vírus similiar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016(H3N2);

- Um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

- Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

 

É orientação da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização), sempre que possível, o uso preferencial das vacinas quadrivalentes, justamente pelo seu maior espectro de proteção. As reações à aplicação da vacina são pouco comuns, mas, quando ocorrem, podem se manifestar na forma de dor local, febre e mal-estar, que duram cerca de um ou dois dias. Todos, a partir dos 6 meses de idade podem ser vacinados contra a gripe.

Maiores informações (48) 3211-5566 ou 99945-8094