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Limites: o que as crianças podem ou não fazer

26/05/2016

Quando consultamos o dicionário, limite é definido como aquilo que determina os contornos de um domínio abstrato. Definição complexa, porém, somos nós, pais, que iniciamos este árduo trabalho, ensinando o que as crianças podem ou não fazer.

É muito difícil de definir limites. Nossos filhos sempre vêm nos testando, desde os primeiros passos. Pará nós é muito difícil dizer não, mas é dessa maneira que estaremos impondo até onde eles poderão ir, fazendo com que se sintam mais seguros.

As regras para impor o limite devem ser colocadas aos filhos não de maneira obrigatória, mas com muito diálogo para que haja equilíbrio no relacionamento.

O motivo da existência de regras deve sempre ser explicado, mesmo que a criança não entenda. Nunca minta. É preciso que exista um elo de confiança, respeitando-a como um indivíduo, mas ensinando-lhe que deve reparar seus erros.

Hoje em dia observamos uma mudança significativa em relação à posição dos pais e dos filhos no que diz respeito aos limites. Existe mais diálogo, diferente de antigamente, quando o autoritarismo imperava na educação da criança.

Desde o nascimento deve-se iniciar a tarefa de dizer não. Observa-se que crianças sem limites sofrerão consequências negativas no seu desenvolvimento. Serão adolescentes extremamente problemáticos e adultos frustrados quando não atendidos em suas vontades.

O pediatra norte-americano Berry Brazelton afirma que para as crianças crescerem bem, precisam de amor e limites. Segundo ele, a maior necessidade da criança depois do amor é a disciplina, portanto, elas devem reconhecer e considerar os próprios limites e dos demais.

Grande parte dos filhos são criados por babás ou avós, ou ficam em creches a maior parte do dia e os pais, para compensarem a falta diária de convívio, procuram satisfazer todas as vontades. Elas vivem sobre os domínios de seus desejos.

O limite deve ser coerente e consistente. É um tema muito difícil de se tratar, porém, é função dos pais transmitir aos filhos a noção de que respeitar e ser respeitado é uma capacidade afetiva que trará e êxito a todos os setores de sua vida.

Assim sendo, nós, pediatras, devemos estar sempre atentos a este tema, para podermos orientar de maneira correta e segura os pais, para o bom desenvolvimento da criança.

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